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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vida de Transporte Coletivo!

O transporte coletivo fez sua primeira aparição em Paris por volta de 1662 e foi desenvolvido por um homem chamado Blaise Pascal( Sim! O matemático que criou a 1ª calculadora que se tem noticia, uma maquina de somar chamada “La Pascaline”, em 1942). Naquela época Pascal criou um sistema de carruagens que faziam uma rota fixa definida pelas seguintes características:
1 – Ela, a carruagem, circularia sempre na mesma rota;
2 – Ela seria pontual em suas saídas, mesmo sem passageiros;
3 – Cada ocupante pagaria apenas pelo seu lugar;
4 – Não seria aceito ouro como pagamento, apenas a moeda vigente; e
5 – O trajeto era constituído de cinco setores, você tinha que pagar por cada setor, ou seja uma tarifa para cada distancia.
O sistema funcionou por cerca de 15 anos, porém com o aumento do valor da passagem, as pessoas pararam de utilizar o recurso (elas tinham sorte em poder fazer isso!). Foi desativado e somente com a invenção do ônibus, ainda em Paris, o conceito de transporte coletivo retornou.
Avançando no tempo chegamos aos dias de hoje, e o Universo do Meio não se importa com Pascal e essas coisas de carroça lotada. Nosso enfoque está em expor a você, ser miserável( do qual eu não me distingo muito, acredite), as dificuldades que você enfrentou, enfrenta ou enfrentará ao precisar desse monstro conhecido como “Transporte Público” ou “Transporte Coletivo”.
São 07:00 da manhã você já está na parada( ponto de ônibus), afinal se você perder esse ônibus, nem Deus sabe quando terá uma oportunidade de pegar outro! Ele vem lentamente subindo a rua( para dar um clímax talvez). Assim como você, cerca de 70% das pessoas da parada depositam suas esperanças naquele carro para chegar no horário em seus trabalhos, escolas ou compromissos de uma natureza desconhecida. Aqui meus amigos está o “Round 1”: todos correm para a porta, que é incrivelmente pequena! No “Round 1” seu objetivo é nocautear o maior numero possível de oponentes e conseguir um prêmio: Um assento. Como essa historia tem mais graça com desgraça, você levou um “K.O.”. você atravessa tristemente a roleta, ou catraca, só para ver o ultimo lugar ser ocupado por algum careca de óculos escuros e MP3.
Mas devemos nos lembrar que esse ônibus é a “esperança” de muitos. Após mais três paradas, o único movimento que lhe é permitido fazer e ficar na ponta dos pés e retornar ao modo que estava antes, isso ajuda na circulação de sangue nas pernas. Esse meus caros é o “Round 2”. Durante o “Round 2” você nada pode fazer se não agüentar todas as “mochiladas”, alisadas, pisões no pé, freiadas bruscas e beliscadas; sim, se você é mulher ou um homem provido de carne na região glútea sabe do que eu estou falando. Mas a “Esperança” prossegue “devagar e sempre”( não sei onde o clímax está a essa altura do campeonato)!
É notório que chega um momento em que as pessoas param de subir no transporte( talvez por falta de espaço, ou porque deve estar mais próximo do objetivo mesmo), mas ainda assim ele se move a uma velocidade inacreditavelmente... lenta! E eis que está diante de nós o “Round 3”: o momento de maior confusão, para as pessoas que estão sentadas, o “Round 3” é caracterizado por: “dormir, ouvir musicas repetidas, ler, conversar ou um misto de 2 ou mais dos anteriores.”; porém para quem está em pé, existem um série de desafios: ”O desafio dos braços”, o desafio da “inércia”, o desafio do “barbeiro”, o teste do “Não” e a mais difícil “show dos odores”.

O desafio dos braços é uma técnica ilusória que utiliza o calor e as pessoas ao seu redor para enganá-lo, consiste basicamente em fazer você não saber qual daqueles braços a sua frente é seu( certa vez ouvi relatos de pessoas que olharam as horas, o mexeram em pulseiras de braços que não eram seus)! O teste da inércia é quando o ônibus te joga de um lado para outro com curvas exageradas e freadas bruscas.( se bem que tem tanta gente do seu lado, que as vezes você nem sente...). O desafio do barbeiro é quando o motorista testa sua paciência( e a de mais uns 60) com acrobacias e peripécias completamente desnecessárias( e as vezes com quase acidentes, ou acidentes mesmo!). O teste do “Não” por sua vez é criativo e bem bolado, ele é executado por pedintes, ex-drogados, vendedores de inutilidades ou pessoas que tem que pagar um conta ou medicamentos de alto custo; eles entram, choram historias lidas na internet e levam embora trocados( e se não conseguem nada ameaçam roubar ou fazer coisas piores!). Mas todo peixe do mar dos ônibus perde para ele! O tubarão: “O Show de Odores!” É possível sobreviver aos pedintes, as viradas perigosas, a barbeiragem do motorista( tá bem, esse nem sempre dá!), ao fim da bateria de seu MP~alguma~coisa. Mas quando vem aquele ser, provido de uma “essência” natural marcante e forte, uma aura que impõe sua presença, nesse momento, você deseja a morte, ou a demissão!
Mas você finalmente chega ao seu destino e pula fora da lata de sardinha humana. E a primeira coisa em que consegue pensar após respirar o ar poluído da rua é: “ 18:00 tenho que pegar ele de novo... ¬¬”


E após 3 Rounds... Game Over!

















=D

Um comentário:

  1. ahuahua fico engraçado umas partes, sei como é isso ae, graças a Deus já tirei carteira ^^

    ps: a ultima imagem nos faz pensar que nossos ônibus não andam tão cheios ahuahuahua

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